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sábado, 15 de abril de 2017

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Moto? Cuidado! O perigo está em cima!




Segurança do motociclista é tema de grupo coordenado pelo Detran/RS

O Detran/RS instituiu, neste mês de março, grupo de trabalho (GT) para propor medidas de segurança aos motociclistas. Com experiências positivas em grupos de trabalho voltados aos ciclistas e aos transportadores, o Detran/RS acredita que novo esforço interinstitucional poderá trazer resultados práticos para a redução dos acidentes.

Na primeira reunião, que ocorreu no dia 29, foram apresentados os dados da acidentalidade envolvendo este modal. Em 2016, morreram 424 motociclistas e respectivos caronas no Rio Grande do Sul. Eles representaram 25,2% das vítimas fatais. Mais da metade das vítimas tinham entre 18 e 34 anos.
O GT é composto por técnicos de diversas áreas do Detran/RS e representantes das seguintes instituições: Sindicato dos Motociclistas (Sindimoto), Sindicato das Empresas de Telesserviços e Entrega Rápida (Setser/RS), Associação Gaúcha dos Advogados Trabalhistas (Agetra), Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Amatra/4ª Região), Brigada Militar e seu Comando Rodoviário, Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Ministério do Trabalho e Emprego, Polícia Rodoviária Federal, Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST-SENAT) e Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

OBSERVATÓRIO compara multas para excesso de velocidade no Brasil e mais cinco países

Imagina se o Brasil adotasse as mesmas punições no trânsito em vigência na Finlândia?

Neste país nórdico de mais de 5,4 milhões de habitantes e frota de 5,8 milhões de veículos, a multa no trânsito é calculada de acordo com a renda do infrator. Por lá, a intenção é que a multa tem que doer para quem não tem muito dinheiro e também para que tem bastante.
Para os finlandeses, as multas são calculadas com base na metade da renda bruta diária do infrator, levando-se em conta quantas crianças vivem na casa, além de uma dedução considerada suficiente para cobrir os custos básicos de vida. Esse número é multiplicado pelo número de dias de renda que o infrator deveria perder, de acordo com a gravidade do delito.
Se a medida parece dura; em outros países europeus como a Espanha, que reduziu significativamente o número de acidente, mortes e feridos graves, as sanções também são pesadas, sobretudo para o desrespeito ao limite de velocidade (veja mais abaixo).
Esses e outros comparativos integram um trabalho do OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, que buscou fazer um paralelo das multas de trânsito no Brasil, em países europeus, na vizinha Argentina, e até em um país asiático, para contribuir com as discussões sobre o endurecimento das punições e reajuste de valores das multas no país.
O levantamento se restringiu à pesquisa via internet, no mês de outubro do ano passado; portanto, os valores são referentes a esse período.
De acordo com avaliação da entidade de segurança viária, na análise das penalidades aplicadas foi possível observar que mesmo sendo o CTB – um código avançado em comparação a outros ordenamentos, nações mais desenvolvidas e com números de acidentes inferiores aos nossos utilizam outras formas de sanções para àqueles que desrespeitam as regras, notadamente em relação ao excesso de velocidade, infração essa mais corriqueira em nossas vias.
As infrações relacionadas ao excesso de velocidade são o tema no qual a comparação pôde ser realizada de forma mais adequada, dada a semelhança no tratamento do tema na maior parte das nações, mesmo com todas as nuances.
Já as infrações pelo não uso do capacete, pelo celular ao volante e alcoolemia encontram formas diferentes de aplicação e tolerâncias em cada país, razão pela qual a comparação, neste trabalho,  foi descartada.

Penalidades na Europa

Enquanto no Brasil, desde 1º de novembro, as multas para o excesso de velocidade variam de R$ 130,16 (quando a velocidade for superior à máxima em até 20%) a  R$ 880,41 (quando a velocidade for superior à máxima em mais de 50% ); na Alemanha, exceder o limite pode ocasionar multas de 10 a 680 Euros (ou seja de R$ 35,00 a R$ 2380,00) a depender do excesso cometido. Entretanto, basta uma única infração, para que o motorista perca o direito de dirigir por dois meses na cidade e um mês em rodovias.
Veja abaixo as punições na Alemanha para esta infração:
InfraçãoMulta em €Pontos na licençaSuspensão da licença
Exceder limite de velocidadeCidade/rodoviaCidade/rodoviaCidade/rodovia
Até 10 km/h15/10
11-15 km/h25/20
16-20 km/h35/30
21-25 km/h80/701
26-30 km/h100/801
31-40 km/h160/1202/11 mês (cidade)
41-50 km/h200/16021 mês
51-60 km/h280/24022 meses/1 mês
61-70 km/h480/44023 meses/2 meses
Mais de 70 km/h680/6002


Espanha

Já na Espanha, os valores para o excesso de velocidade são maiores que os da Alemanha, já que parte de um patamar inicial de 100 euros (cerca de R$ 350,00), chegando a 600 euros (2.100,00).  Confira quadro das penalidades por excesso de velocidade na Espanha.
  • €100 = R$ 350,00
  • €600 = R$ 2.100,00

Portugal tem multas mais baixas, mas ainda superiores às do Brasil

As multas pelo excesso de velocidade em Portugal são inferiores em determinados casos e superiores em outros, de acordo com a localidade em que ocorre a infração. São penalidades distintas para dentro das localidades (áreas urbanas) e fora delas.
Em comparação com os valores cobrados no Brasil, elas são superiores; variando de R$ 211,00 a R$ 8.572,00, em terras lusitanas, enquanto no Brasil, as multas têm valores únicos em todo o território nacional, independente de trechos nas cidades ou rodovias.

Acompanhe quadro da situação em Portugal:

AUTOMÓVEIS/MOTOCICLETASOUTROS VEÍCULOS A MOTORMultas (euros)Gravidade
Dentro das LocalidadesDentro das Localidades
Até 20 km/hAté 10 km/h€60,00 a €300,00LEVE
+ 20km/h a 40 km/h+ 10km/h a 20 km/h€120,00 a €600,00GRAVE
+ 40 km/h a 60 km/h+ 20km/h a 40 km/h€300,00 a €1.500,00MUITO GRAVE
+ de 60 km/h+ de 40 km/h€500,00 a 2.500,00
Fora das LocalidadesFora das Localidades
Até 30 km/hAté 20 km/h€60,00 a €300,00LEVE
+ 30km/h a 60 km/h+ 20km/h a 40 km/h€120,00 a €600,00GRAVE
+ 60 km/h a 80 km/h+ 40km/h a 60 km/h€300,00 a €1.500,00MUITO GRAVE
+ de 80 km/h+ de 60 km/h€500,00 a 2.500,00MUITO GRAVE
  • €60,00 = R$211,00   
  • €2.500 = R$ 8.752,00

Curiosidade: Argentina associa multas ao valor da gasolina

Os valores das penalidades na nossa vizinha, Argentina, são definidos de acordo com as condições do condutor e o quanto o limite foi desrespeitado.
As multas têm valor estipulado entre 150 e 1.000 UF.
A UF corresponde ao litro da gasolina especial comercializada no país.
No Japão, impera o rigor
O Japão é considerado um país que pune com rigor o desrespeito às regras de trânsito, aplica penalidades que variam entre 9 mil e 100 mil ienes (R$ 277,00 e R$ 3.060, respectivamente).
Vale destacar ainda que no país, o condutor pode ter o direito de dirigir suspenso com apenas dois pontos no prontuário.
Segundo o OBSERVATÓRIO, independentemente dos valores estipulados em cada país e da forma que tratam a questão, mais importante do que punir é educar para uma postura segura do condutor e para ampliar a percepção de risco na condução de um veículo. “A preservação da vida depende do cuidado, da educação e formação para uma convivência mais pacífica no trânsito e os governos de todo mundo precisam, sim, fiscalizar e punir – que não deixa de ser educativo, mas também investir na formação desde a infância, uma vez que até mesmo as crianças se deslocam e convivem com os demais atores no trânsito.

Sobre o levantamento:

O trabalho do OBSERVATÓRIO se restringiu a levantamentos e consultas na internet, no mês de outubro; portanto não apresenta aprofundamentos e tem como intuito apenas apresentar paralelos sobre o tema.

Veja, abaixo, a frota e a população de cada país do levantamento:

País                   População                 Frota
Finlândia          5.426.323                5.862.216
Alemanha         82.726.626             52.391.000
Espanha           46.926.963             32.616.015
Portugal            10.608.156             6.056.856
Japão              127.143.577             91.377.312
Brasil               200.361.925              81.600.779
Fonte: Dados do Global Status Report on Road Safety/WHO – 2015

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Mortes de trânsito no Rio Grande do Sul caem 23% em seis anos .

Entre janeiro e novembro de 2016, 455 vidas foram preservadas em comparação ao mesmo período de 2010, ano mais violento nas ruas e estradas gaúchas desde o início da série histórica produzida pelo Detran 

Mortes de trânsito no Rio Grande do Sul caem 23% em seis anos  Tadeu Vilani/Agencia RBS

Por: Débora El
28/12/2016 - 23h24min | Atualizada em 28/12/2016 - 23h34min
Seis anos depois de chegar ao mais alto patamar de letalidade de que se tem notícia, o trânsito gaúcho registra em 2016 o menor número de mortes em acidentes da sua história recente. Entre janeiro e novembro deste ano, salvaram-se 455 vidas em estradas e avenidas do Estado em comparação ao mesmo período de 2010 – queda de 23%.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Em São Paulo, 88% dos acidentes de moto acontecem por imprudência!

Em 2014, 83 mil pessoas foram internadas no país devido a acidentes com moto. Em 6 anos, as internações aumentaram quase 150% na rede pública.


No começo da semana, o Jornal Nacional apresentou o resultado de uma pesquisa sobre o perfil dos motociclistas que se envolvem em acidentes no país.
Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, quase 90% são homens. A maior parte, jovens que usam a moto para trabalhar.
O motociclista mostrado no vídeo invade a faixa contrária e trafega pela contramão por um quarteirão. Depois volta para a faixa dele. Em seguida, o motociclista entra na contramão mais uma vez, só para não ficar atrás dos carros na fila do semáforo.
Outro também se arrisca e passa perto de uma moto. Na disputa por espaço no trânsito de São Paulo, muitos motociclistas acabam sendo imprudentes. Andar acima da velocidade permitida é uma das infrações mais comuns.
“Esse mês paguei 800 reais de multa. Geralmente mais comum é velocidade”, conta o motoboy Diogo Correia da Silva.
E esses excessos assustam até quem usa a moto todos os dias.
“Tem lugar que você anda a 60 por hora e o cara está a 120. Ele está no máximo. Ele passa por mim que fico até com medo. Quase me atropela”, diz o motoboy Wilson Damião.
Os flagrantes não são restritos aos grandes centros. Em Caxias, no interior do Maranhão, capacete aprece ser um acessório raro. O motociclista mostrado no vídeo passou dos limites.
Tanta imprudência tem uma consequência grave: em 2014, 83 mil pessoas foram internadas em todo o país por causa de acidentes com moto. Em 2008, o número foi bem menor. Em seis anos, as internações aumentaram quase 150% na rede pública – acidentes que poderiam ser evitados se quem anda de moto tivesse mais cuidado.
Uma pesquisa do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas mostrou que 88% dos acidentes com motos em São Paulo acontecem por imprudência: 70% dos motociclistas atendidos no pronto socorro acabam internados.
E esses acidentes custam caro, bem caro. Em 2014, só o governo federal gastou R$ 111 milhões com os motoqueiros acidentados. Bem mais do que em 2008.
“Isso implica num longo período de internação, necessidade muitas vezes de várias cirurgias, necessidades de utilização de materiais de implante. Isso tudo, no final, representa um alto custo desses pacientes”, afirmou o ortopedista do Hospital das Clínicas de São Paulo Marcelo Rosa.
O Emerson sofreu um acidente em dezembro de 2014, quando estava saindo da casa de um amigo. Era noite e ele estava correndo. Passou por uma cirurgia e colocou 14 pinos na perna direita. Está fazendo fisioterapia há nove meses e parou de trabalhar.
“Se eu não estivesse correndo e não tivesse olhado pro lado, tivesse prestado atenção, eu acho que eu não tinha batido em nada. Eu tinha chegado em casa inteiro”, lamenta o manobrista Emerson Cruz de Sousa.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

ATENÇÃO COM O VIVA -VOZ!





Cérebro foi monitorado durante a pesquisa sobre condução distraída

Viva-voz nos carros é mais perigoso do que falar ao celular, diz estudo.


Estudo realizado nos Estados Unidos pela Universidade de Utah, encomendado pela American Automobile Association (AAA), aponta que sistemas de interatividade para carros conhecidos como “hands free” ou “mãos livres” são mais perigosos do que simplesmente falar ao celular enquanto dirige. Estes recursos consistem em botões mais acessíveis e comandos em viva-voz para telefonar e mandar mensagens de dentro do carro, entre outras atividades. O resultado da pesquisa foi divulgado nesta quarta-feira (12/10).

Os sistemas são muito utilizados pelas montadoras para atrair o público mais jovem, imerso no mundo de redes sociais e aplicativos de smartphones. De acordo com as fabricantes, os dispositivos “hands free” são mais seguros, porque os motoristas conseguem manter as mãos no volante e os olhos na estrada.No entanto, a pesquisa da associação automotiva americana mostra que a concentração para comandar o sistema por voz exige muito mais a atenção do motorista. Tal distração é definida pelos pesquisadores como “visão de túnel" ou "cegueira de desatenção". Isso porque a primeira reação dos condutores é se esquecer de olhar pelos espelhos retrovisores e prestar atenção aos detalhes do que vê na frente, seja a luz de freio de um carro ou pedestres.
"As pessoas não estão enxergando o que elas precisam ver para dirigir. Essa é a parte mais assustadora para mim", afirmou o presidente e CEO da fundação AAA, Robert L. Darbelnet, sobre o resultado da pesquisa.
Existem cerca de 9 milhões de carros e caminhões nos Estados Unidos em circulação com sistemas de informação e entretenimento. De acordo com a entidade, esse volume vai saltar para 62 milhões de veículos até 2018. A associação ressalta ainda que as pessoas se consideram seguras ao falar pelos sistemas de viva-voz, assim, mantêm o hábito.
"Nós acreditamos que há uma crise de segurança pública iminente", disse. "Esperamos que este estudo vá mudar alguns conceitos errados, amplamente defendidos pelos motoristas", alerta o representante da entidade.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

OBSERVATÓRIO cria peças para reforçar atitudes seguras no trânsito.





A Semana Nacional de Trânsito é determinada pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e acontece todos os anos de 18 a 25 de setembro. Esse ano, o tema determinado pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) é “Década Mundial de Ações para a Segurança no trânsito – 2011/2020 #Eusou+1por1trânsitomais seguro!', inspirado no ‘#Eusou+1 por um trânsito mais humano', que alavancou a edição de 2016 do Movimento Maio Amarelo, coordenada pelo OBSERVATÓRIO, que tem como finalidade a busca pela mudança do comportamento de todos que transitam.

Segundo dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, perderam a vida em acidentes de trânsito no Brasil em 2014, cerca de 44 mil pessoas. Sem contar que, em função de acidentes, um contingente expressivo de pessoas passa a conviver com sequelas irreversíveis. Em média, cerca de 60% dos leitos hospitalares disponibilizados no Brasil hoje estão ocupados por vítimas de traumas causados pelo trânsito.

Para José Aurélio Ramalho, diretor-presidente do OBSERVATÓRIO, a prevenção é a maior arma que temo para reverter esse quadro, e ressalta ainda que, nenhuma morte em acidente de trânsito é aceitável, portanto cada um deve fazer sua parte para um país seguro em matéria de trânsito.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Um em cada cinco para-atletas do Brasil sofreu acidente de automóvel.




Praticamente um em cada cinco atletas da equipe brasileira que competirá nos Jogos Paraolímpicos do Rio tem deficiência causada por um problema crônico do Brasil: os acidentes de automóvel.
Levantamento feito pela reportagem, com base em dados do CPB (Comitê Paralímpico do Brasil), aponta que ao menos 50 para-atletas da delegação brasileira foram vítimas de colisão de veículos ou atropelamentos. Eles representam 18% da delegação.
Foram levadas em conta informações de 282 do total de 287 para-atletas (com o veto à Rússia na Paraolimpíada, mais cinco brasileiros foram integrados ao grupo, e a reportagem não teve acesso aos dados desses que entraram por último).
O Brasil é um dos líderes mundiais em ocorrências e mortes nas ruas e estradas. Foram 43.075 mortes no trânsito do país em 2014, segundo informações preliminares do Datasus (Departamento de informática do Sistema Único de Saúde).

Origem da deficiência:
26%- Nascimento;
21%- Sequela de doença;
18%-  Acidente automobilístico
13% -Outros acidentes
12%- Complicações no parto
04%-Arma de fogo
05%- Outros

Levantamento: 282 atletas (Total da delegação: 287)
Média de idade dos atletas paraolímpicos brasileiros: 31 anos
Média de idade dos atletas olímpicos brasileiros: 28 anos
*Incluem ocorrências em casa, no trabalho ou em atividades de lazer
**No relatório de 3% dos atletas, a origem da deficiência não foi apresentada. No caso de 2%, são outras causas além das citadas acima.


   De acordo com o último relatório global da OMS (Organização Mundial de Saúde), com dados processados até 2013, o Brasil foi o quarto país das Américas com mais mortes em acidentes automobilísticos a cada 100 mil habitantes (23,4). Só fica atrás de Belize, República Dominicana e Venezuela.
O time paraolímpico brasileiro reflete assim a intensidade desses traumas no país.
A avaliação dos dados também evidencia problemas de outras tipos. Considerando os acidentes em geral, o percentual sobe para 35%.
Em pelo menos 12 casos, o equivalente a 4%, a razão da deficiência foi um acidente com arma de fogo.
Outros 37 (13%) se feriram em episódios que incluem ocorrências no trabalho, em casa ou em alguma atividade de lazer.
Do total de atletas da delegação brasileira na Paraolimpíada, 38% têm deficiência congênita ou a adquiriram após complicações no parto.

REABILITAÇÃO
A quantidade expressiva de atletas com deficiência no grupo por consequência de acidentes automobilísticos se explica muito por conta da frequência com que a prática esportiva integra a reabilitação das vítimas.
Os centros de recuperação no país costumam incluir o esporte em seus programas.
"Quem adquiriu a deficiência depois precisa se readaptar e redescobrir o corpo novo que tem", diz Elisabeth de Mattos, professora da Escola de Educação Física da USP.
De acordo com Paulo Guimarães, engenheiro e diretor técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária, ainda não há, porém, um sistema padronizado de recuperação de acidentados no SUS.
Na saúde pública, segundo ele, o tratamento para as vítimas ainda costuma esbarrar na insuficiência de leitos hospitalares para emergência e de profissionais.
Outra dificuldade é a reinserção social das pessoas com deficiência. Para Guimarães, o esporte pode "trazer acolhimento social e integrar a pessoa a outros grupos. Apesar de termos problemas, é algo que deve ser buscado".
"A prática esportiva ajuda a autoestima e permite que a pessoa se torne produtiva e descubra novas potencialidades", afirma a professora.

TOP 5
Independentemente da origem da deficiência, os brasileiros buscam feito histórico nos Jogos Paraolímpicos, que começam na quarta (7).
A meta traçada pelo CPB é que a delegação termine a Paraolimpíada entre as cinco melhores da classificação geral, utilizando como critério o total de medalhas de ouro.
Em Londres-2012, os brasileiros ficaram em sétimo, com 43 medalhas (21 ouros, 14 pratas e oito bronzes).
Diferentemente do que acontece no universo olímpico, o país já é considerado uma potência paraolímpica.Com 287 para-atletas, o contingente nacional que competirá no Rio constitui recorde –em Londres, por exemplo, foram 189 atletas.




terça-feira, 16 de agosto de 2016

ONG ALERTA NO PROJETO PESCAR

ONG ALERTA esteve hoje conversando novamente com o grupo de alunos do Projeto PESCAR  na empresa de Ônibus SUDESTE. Foram abordados assuntos sobre segurança e as armadilhas do Trânsito. Parabéns ao professor Terra pelo brilhante trabalho com os jovens e obrigada por convidar a ALERTA para fazer parte desse momento .